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Patrice
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Tendências
naturais
Patrice
é um dos estilistas mais reconhecidos mundialmente, com um estilo
muito particular, prático, funcional, ao mesmo tempo em que expressa
uma arte bem assentada. Conversamos com ele sobre como concebe
as tendências atuais.
“"Agora,
as tendências vêm o mais natural possível - nos indicou Patrice.
Hoje em dia, a mulher quer ter um corte original, um estilo muito
simples e muito fácil de fazer. A última tendência é o cabelo
um pouco mais curto, não trabalhamos o cabelo comprido como fazíamos
há seis meses atrás. Mas o que buscamos é a simplicidade, um corte
original bem estruturado, mas com movimento e muita textura.
A
mulher tem menos tempo, cada vez há mais mulheres que trabalham,
e as que querem lavar o cabelo pela manhã e arrumá-lo o mais facilmente
possível. Isso também nos obriga a trabalhar dentro da textura
da pessoa, quer dizer, não tentar alisar um cabelo muito crespo,
porque dá muito trabalho para manter. E quando alisamos um cabelo,
o fazemos numa clientela que tem tempo de arrumar-se, de ir com
freqüência aos salões". -
-E
como você trabalha a cor?
—-As
cores são trabalhadas em zonas. Está se perdendo muito o trabalho
de luzes, de transparências que era feito já faz um tempo. Agora
combinamos cores, mas não com técnicas de luzes, e sim com técnicas
onde determinamos os tons de acordo com o efeito do corte. Todos
os cortes têm uma cor diferente, trabalhando numa certa gama,
mas cada corte tem sua cor. Combinamos muitíssimos tons na cabeça.
Nossa filosofia é a seguinte: de acordo à forma da cabeça, ao
volume, há zonas onde há pouca luz e outras onde há muita luz.
Nós colocamos luz onde normalmente há luz, e escurecemos onde
não há luz. Ou seja, exageramos o efeito como faria, por exemplo,
um fotógrafo .
-O
que acontece com a moda do homem?
-Agora
o cabelo não é comprido, é mais parecido aos cortes das mulheres.
São muito indefinidos, muito texturizados. O cabelo vem para frente,
mas mais comprido e muito texturizado.
-Como
europeu, mas trabalhando no México, qual é sua influência?
-Obviamente,
temos que adaptar-nos à fisionomia e ao tipo de cabelo daqui,
onde temos com freqüência cabelos muito lisos, muito rebeldes,
e também temos que levar em conta o gosto. Aqui a mulher é muito
sofisticada. À noite, se tem que ir a alguma festa, arruma-se
mais que na Europa; então temos que adaptar o que vem de fora
ao nosso conceito, à nossa moda.
Patrice
salones@patricecoiffure.com
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